Minha vida de aventuras
Cap. 3 – Amor ao primeiro carinho
A caminhada rumo ao desconhecido, dentro de uma sacola e sem saber o que acontecia ao meu redor, continuou por mais um bom tempo. Pensa em alguém verdadeiramente assustado – esse alguém era eu! Um gatinho muito pequeno para tentar reagir. Eu só conseguia miar... Miau, miau, miau!!!
Uma agonia que parecia não ter fim. Até que paramos; chegamos a algum lugar. Congelei! O que pode acontece, agora?... Esperneei, tentando sair da sacola e miei o mais alto que eu pude. Alguém haveria de ouvir e me salvar... Foi aí que uma mão macia me tirou da sacola e me aconchegou junto ao seu coração. Eu ainda estava muito assustado e meio sem forças; por alguns minutos fiquei quietinho e de olhos bem fechados aproveitando o calor daquele colo... até que criei coragem e olhei para ela..., ela olhou para mim e... pronto: foi amor à primeira acariciada. Relaxei e ronronei baixinho demonstrando a minha felicidade. Foi assim que eu conheci a minha mãe humana – uma gata, viu...
Aqui vale um parêntese. Vocês já pararam para pensar como nós, os gatos, assim como todos os felinos, somos seres especiais? Tão especiais que quando uma pessoa é bonita todos dizem: ‘que gata!’ ou ‘ele é um gato!’... Somos referência de beleza, charme e elegância; fazer o quê., né? Ainda não se convenceu? Então pensa comigo, quando você diz, fulano ou fulana é uma anta, não está fazendo um elogio, não é mesmo? O mesmo acontece com burro, elefante, hiena, girafa, cobra, hipopótamo e até cachorro e cavalo. Mas se é para realçar qualidades, tem que escolher um felino. Um leão é referência para quem é forte, poderoso; uma tigresa ou uma pantera se referem a mulheres de beleza diferenciada, concorda? ... a única exceção é a onça; mas deixa pra lá.
Voltando à minha história que é o que realmente interessa, ao conhecer minha mãe humana o meu coraçãozinho quase derreteu com tanto amor. Eu sabia que ela era tudo o que eu sonhara.
Os primeiros dias na casa nova foram dedicado a descobertas. Eu corria de um lado para outro fuçando em tudo. Entrei embaixo de móvel, me escondi em diversos cantinhos, fiz bagunça, rolei pela casa inteira; pulei de colo em cola. Um paraíso recheado de muito amor. O meu dia se resumia a brincar, correr, pular, fazer gracinha, comer, dormir e esperar a mamãe chegar para ganhar muitos beijinhos e carinhos sem fim.
Só que, um dia, ela chegou acompanhada de um moço. Eu olhei bem desconfiado: ‘Quem é esse?’ ‘O que ele está fazendo aqui?’. Por que ele está abraçado com você?’... Não gostei! Senti um ciúme crescente e a certeza de que eu não facilitaria em nada as coisas para ele. Então minha mãe me pegou no colo, me encheu de beijinhos, fez um montão de carinho e me apresentou:
- Esse aqui é o Léo!
O moço me olhou e, de volta lancei um olhar meio desafiador; estava pronto para mostrar minhas garras quando senti sua mão carinhosa pousando na minha cabeça. Me encolhi e, confesso, eu gostei! Talvez ele até fosse legal. Momentaneamente eu levantei a bandeira da paz e me rendi. Mas, ele vai ter que ‘provar’ que realmente é um cara legal (hehehe).
A partir daí, sempre que ele aparecia, nós brincávamos muito. Nada de brincadeirinhas bobas, com bolinhas ou coisas afim... Como eu tenho espírito ninja, partíamos para embates tipo MMA. Foram várias lutas... e, se ele era grande demais para o meu tamanho, eu tinha as minhas armas secretas: agilidade e garras afiadas. Deixei várias marcas nele, cheguei até a tirar um pouquinho de sangue... Ele ganhou o meu respeito e o meu amor... e eu sei que é recíproco.
Assim eu fui crescendo forte e bonito. Mais confiante e atrevido fui expandindo o meu território, passeando pelo quintal, pelo jardim e já maquinando uma maneira de sair para desvendar a vizinhança. E isso não demora a acontecer...
continua...
A caminhada rumo ao desconhecido, dentro de uma sacola e sem saber o que acontecia ao meu redor, continuou por mais um bom tempo. Pensa em alguém verdadeiramente assustado – esse alguém era eu! Um gatinho muito pequeno para tentar reagir. Eu só conseguia miar... Miau, miau, miau!!!
Uma agonia que parecia não ter fim. Até que paramos; chegamos a algum lugar. Congelei! O que pode acontece, agora?... Esperneei, tentando sair da sacola e miei o mais alto que eu pude. Alguém haveria de ouvir e me salvar... Foi aí que uma mão macia me tirou da sacola e me aconchegou junto ao seu coração. Eu ainda estava muito assustado e meio sem forças; por alguns minutos fiquei quietinho e de olhos bem fechados aproveitando o calor daquele colo... até que criei coragem e olhei para ela..., ela olhou para mim e... pronto: foi amor à primeira acariciada. Relaxei e ronronei baixinho demonstrando a minha felicidade. Foi assim que eu conheci a minha mãe humana – uma gata, viu...
Aqui vale um parêntese. Vocês já pararam para pensar como nós, os gatos, assim como todos os felinos, somos seres especiais? Tão especiais que quando uma pessoa é bonita todos dizem: ‘que gata!’ ou ‘ele é um gato!’... Somos referência de beleza, charme e elegância; fazer o quê., né? Ainda não se convenceu? Então pensa comigo, quando você diz, fulano ou fulana é uma anta, não está fazendo um elogio, não é mesmo? O mesmo acontece com burro, elefante, hiena, girafa, cobra, hipopótamo e até cachorro e cavalo. Mas se é para realçar qualidades, tem que escolher um felino. Um leão é referência para quem é forte, poderoso; uma tigresa ou uma pantera se referem a mulheres de beleza diferenciada, concorda? ... a única exceção é a onça; mas deixa pra lá.
Voltando à minha história que é o que realmente interessa, ao conhecer minha mãe humana o meu coraçãozinho quase derreteu com tanto amor. Eu sabia que ela era tudo o que eu sonhara.
Os primeiros dias na casa nova foram dedicado a descobertas. Eu corria de um lado para outro fuçando em tudo. Entrei embaixo de móvel, me escondi em diversos cantinhos, fiz bagunça, rolei pela casa inteira; pulei de colo em cola. Um paraíso recheado de muito amor. O meu dia se resumia a brincar, correr, pular, fazer gracinha, comer, dormir e esperar a mamãe chegar para ganhar muitos beijinhos e carinhos sem fim.
Só que, um dia, ela chegou acompanhada de um moço. Eu olhei bem desconfiado: ‘Quem é esse?’ ‘O que ele está fazendo aqui?’. Por que ele está abraçado com você?’... Não gostei! Senti um ciúme crescente e a certeza de que eu não facilitaria em nada as coisas para ele. Então minha mãe me pegou no colo, me encheu de beijinhos, fez um montão de carinho e me apresentou:
- Esse aqui é o Léo!
O moço me olhou e, de volta lancei um olhar meio desafiador; estava pronto para mostrar minhas garras quando senti sua mão carinhosa pousando na minha cabeça. Me encolhi e, confesso, eu gostei! Talvez ele até fosse legal. Momentaneamente eu levantei a bandeira da paz e me rendi. Mas, ele vai ter que ‘provar’ que realmente é um cara legal (hehehe).
A partir daí, sempre que ele aparecia, nós brincávamos muito. Nada de brincadeirinhas bobas, com bolinhas ou coisas afim... Como eu tenho espírito ninja, partíamos para embates tipo MMA. Foram várias lutas... e, se ele era grande demais para o meu tamanho, eu tinha as minhas armas secretas: agilidade e garras afiadas. Deixei várias marcas nele, cheguei até a tirar um pouquinho de sangue... Ele ganhou o meu respeito e o meu amor... e eu sei que é recíproco.
Assim eu fui crescendo forte e bonito. Mais confiante e atrevido fui expandindo o meu território, passeando pelo quintal, pelo jardim e já maquinando uma maneira de sair para desvendar a vizinhança. E isso não demora a acontecer...
continua...
Comentários
Postar um comentário