Minha vida de aventuras
Cap. 9 - Rumo a um novo mundo
Eu estava muito curioso com esse lugar que eu nunca nem imaginei que existisse; tão amplo, tão cheio de vai e vem. Só não entendia porque continuávamos empilhados no carrinho... eu quero sair, será que ainda demora?
Aí paramos em frente a uma parede de madeira e, uma a uma, nossas caixinhas foram colocadas em cima de um balcão. A mamãe entregou um monte de papéis para uma moça e ficamos esperando. Meus irmãos de criação estavam mais calmos; eu não. Mas não deixava transparecer. A mamãe falava com a gente com carinho, mas confesso que nem ouvia direito o que ela dizia. Só pensava que não estava gostando nada desse tal de Canadá porque continuávamos presos. Olhava aquele salãozão e imaginava eu, a Penny e o Sheldon correndo por todos os lados. Tinha tanta sacola pra gente entrar, tantos lugares pra ir xeretar. Mas não, continuávamos presos!
Ficamos uma eternidade naquele lugar, presos, e não acontecia nada. Será que era ali que íamos morar? Acho que não, mas a situação estava muito estranha. Já ia começar a reclamar quando a mamãe e o papai pegaram as nossas caixinhas e começaram a andar. Oba! Acho que esse passeio/pesadelo terminou e nós vamos – FINALMENTE – voltar pra casa. Não gostei desse tal Canadá e já ficamos tempo demais por aqui. Mas, observador que sou, percebi que a porta de saída ficava de um lado, e nós íamos na direção oposta. Socorro!!! O que acontece? Vocês estão no caminho errado!!! E porque paramos? Quem são essas pessoas enfileiradas aí na frente? E por que elas andam tão devagar? Para onde estamos indo?... Eu já estava bem agitado; não entendia o que acontecia e começava a temer sobre o que viria a seguir... Passamos por uma porta de vidro muito estranha, a mamãe entregou um papel para um moço e entramos numa espécie de túnel. A essa altura eu já era um gato apavorado!... Eu gosto da segurança da minha rotina diária, e o que eu estava vivendo era tudo, menos a minha rotina... Pavor! Pavor total e coletivo. Eu nem me atrevia a olhar para os meus irmãozinhos; só conseguia ouvir os miados de desespero. E, agora, mais do que nunca, eu detestava esse tal Canadá! Tudo aqui era confuso, desconhecido e estranho... Aí, depois do túnel, subimos numa espécie de ônibus, rodamos um pouco e descemos num lugar descampado, em frente a uma coisa imensa, muito grande mesmo... será que é aí que nós vamos morar? Isso aí é que é o tal do Canadá?
De novo, um monte de gente enfileirada na nossa frente, andando lentamente. Essas pessoas não têm pressa não? Eu tenho. Quero chegar logo em casa pra me esticar em frente à janela e tomar meu banho de sol. E a Penny e o Sheldon? Será que eles estão bem? Estou meio preocupado, não consigo vê-los. Ei... a mamãe está subindo uma escadinha – alta e muito estreita e, lá no alto, eu vejo uma porta. Ufa! Acho que já estamos chegando na nova casa!
Entramos! E foi mais um choque! ... que lugar diferente! Não parece nem um pouco com o que eu conheço como casa... Tem dois corredores estreitos, um monte de cadeiras e gente que eu nunca vi... Além de tudo, é frio! E as janelas, então? São tão pequenas que eu mal conseguiria me ajeitar em frente a uma delas pra olhar a rua... E por que tem tantas janelinhas? Seria bem melhor ter uma ou duas, bem grandonas... Não acredito que nós deixamos o nosso apartamento espaçoso, gostoso, ensolarado e divertido pra morar nesse tal de Canadá... é pequeno demais, tem gente demais, é frio demais. Estou estressado!
Sentindo meu estado de espírito, a mamãe me tirou um pouquinho da caixinha de transporte e me colocou em seu colo. Aquele aconchego quentinho era tudo o que eu precisava... é muito bom! Aí ela falou baixinho no meu ouvido: - fique calmo, não demora muito e chegamos em Toronto! Estamos no avião e logo mais vamos decolar...
Ãhn?... Toronto??? Avião???... Decolar?... Como assim? O que essas palavras significam? Nós não íamos morar no tal do Canadá??? O que acontece???? Eu não estava entendendo mais nadica de nada; quase surtei, mas me contive. Era pergunta demais pra minha cabecinha digerir. Então, resolvi relaxar e me deixar levar. O que importava era que eu estava com a mamãe, com o papai, com a Penny e o Sheldon, e seja lá o que esse tal de Toronto for, eu encaro porque estou com eles.
continua...
Eu estava muito curioso com esse lugar que eu nunca nem imaginei que existisse; tão amplo, tão cheio de vai e vem. Só não entendia porque continuávamos empilhados no carrinho... eu quero sair, será que ainda demora?
Aí paramos em frente a uma parede de madeira e, uma a uma, nossas caixinhas foram colocadas em cima de um balcão. A mamãe entregou um monte de papéis para uma moça e ficamos esperando. Meus irmãos de criação estavam mais calmos; eu não. Mas não deixava transparecer. A mamãe falava com a gente com carinho, mas confesso que nem ouvia direito o que ela dizia. Só pensava que não estava gostando nada desse tal de Canadá porque continuávamos presos. Olhava aquele salãozão e imaginava eu, a Penny e o Sheldon correndo por todos os lados. Tinha tanta sacola pra gente entrar, tantos lugares pra ir xeretar. Mas não, continuávamos presos!
Ficamos uma eternidade naquele lugar, presos, e não acontecia nada. Será que era ali que íamos morar? Acho que não, mas a situação estava muito estranha. Já ia começar a reclamar quando a mamãe e o papai pegaram as nossas caixinhas e começaram a andar. Oba! Acho que esse passeio/pesadelo terminou e nós vamos – FINALMENTE – voltar pra casa. Não gostei desse tal Canadá e já ficamos tempo demais por aqui. Mas, observador que sou, percebi que a porta de saída ficava de um lado, e nós íamos na direção oposta. Socorro!!! O que acontece? Vocês estão no caminho errado!!! E porque paramos? Quem são essas pessoas enfileiradas aí na frente? E por que elas andam tão devagar? Para onde estamos indo?... Eu já estava bem agitado; não entendia o que acontecia e começava a temer sobre o que viria a seguir... Passamos por uma porta de vidro muito estranha, a mamãe entregou um papel para um moço e entramos numa espécie de túnel. A essa altura eu já era um gato apavorado!... Eu gosto da segurança da minha rotina diária, e o que eu estava vivendo era tudo, menos a minha rotina... Pavor! Pavor total e coletivo. Eu nem me atrevia a olhar para os meus irmãozinhos; só conseguia ouvir os miados de desespero. E, agora, mais do que nunca, eu detestava esse tal Canadá! Tudo aqui era confuso, desconhecido e estranho... Aí, depois do túnel, subimos numa espécie de ônibus, rodamos um pouco e descemos num lugar descampado, em frente a uma coisa imensa, muito grande mesmo... será que é aí que nós vamos morar? Isso aí é que é o tal do Canadá?
De novo, um monte de gente enfileirada na nossa frente, andando lentamente. Essas pessoas não têm pressa não? Eu tenho. Quero chegar logo em casa pra me esticar em frente à janela e tomar meu banho de sol. E a Penny e o Sheldon? Será que eles estão bem? Estou meio preocupado, não consigo vê-los. Ei... a mamãe está subindo uma escadinha – alta e muito estreita e, lá no alto, eu vejo uma porta. Ufa! Acho que já estamos chegando na nova casa!
Entramos! E foi mais um choque! ... que lugar diferente! Não parece nem um pouco com o que eu conheço como casa... Tem dois corredores estreitos, um monte de cadeiras e gente que eu nunca vi... Além de tudo, é frio! E as janelas, então? São tão pequenas que eu mal conseguiria me ajeitar em frente a uma delas pra olhar a rua... E por que tem tantas janelinhas? Seria bem melhor ter uma ou duas, bem grandonas... Não acredito que nós deixamos o nosso apartamento espaçoso, gostoso, ensolarado e divertido pra morar nesse tal de Canadá... é pequeno demais, tem gente demais, é frio demais. Estou estressado!
Sentindo meu estado de espírito, a mamãe me tirou um pouquinho da caixinha de transporte e me colocou em seu colo. Aquele aconchego quentinho era tudo o que eu precisava... é muito bom! Aí ela falou baixinho no meu ouvido: - fique calmo, não demora muito e chegamos em Toronto! Estamos no avião e logo mais vamos decolar...
Ãhn?... Toronto??? Avião???... Decolar?... Como assim? O que essas palavras significam? Nós não íamos morar no tal do Canadá??? O que acontece???? Eu não estava entendendo mais nadica de nada; quase surtei, mas me contive. Era pergunta demais pra minha cabecinha digerir. Então, resolvi relaxar e me deixar levar. O que importava era que eu estava com a mamãe, com o papai, com a Penny e o Sheldon, e seja lá o que esse tal de Toronto for, eu encaro porque estou com eles.
continua...
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