Minha vida de aventuras
Cap. 10 - Enfim Toronto!
Eu estava mais tranquilo porque não existe lugar melhor no mundo do que o colinho da mamãe. É tão quentinho e aconchegante. Mas, aí eu tive que voltar para a minha caixinha porque o tal do avião ia começar a andar.
Senti a movimentação e um som forte, muito alto, e, de repente... me acuda!!! Que sensação esquisita. Parece que saí do chão... meu estômago veio até a boca e voltou, e meu coraçãozinho disparou. O que acontece?... Finquei minhas patas na caixa de transporte e petrifiquei... não conseguia me mexer de tanto medo que eu estava sentindo. Minha vontade era poder gritar: - Para que eu quero descer!!! Mas, de repente, tudo voltou ao normal. Uau!.. Eu estava cansado... foram muitas emoções para um gato só... e, apesar de meio apertado na minha caixinha, consegui dormir um pouco.
A viagem, para mim, até que foi tranquila. Às vezes a mamãe ou o papai me tiravam da caixa e me pegavam no colo. Mas, apesar do meu espírito aventureiro, aquilo tudo era tão diferente que eu nem sentia vontade de explorar o lugar. A Penny, coitadinha da minha irmãzinha, sofreu um pouquinho. Teve enjoo, vomitou, não quis comer... Só sossegava quando ganhava um colinho também. Ruim mesmo foi pro Sheldon. Ele estava aterrorizado; eu tentei acalma-lo, mas não teve jeito. Ele chorou como um bezerro desmamado quase que o tempo todo; não cansava de miar. Eu até entendo, ele é jovem ainda e não tem a minha experiência de vida para conseguir superar essas situações novas e difíceis.
Finalmente, depois de mais de 10 horas de confinamento forçado, saímos daquele tal avião e eu puder ver um solo firme outra vez. Ufa!
De novo, gente enfileirada, o ônibus, outro salão imenso e muito movimento. Àquela altura eu nem queria mais saber o que acontecia à nossa volta. Só queria poder, finalmente, sair definitivamente da minha caixinha. Vai demorar muito pra isso acontecer? Estou impaciente e cansado, muito cansado. Depois de mais algumas filas, gente passando empurrando e puxando malas, balcões, documentos, saímos e eu pude ver um lugar familiar: uma rua!
Entramos em um carro e, de novo, nossas caixinhas foram acomodadas na parte de trás, junto com a bagagem. Aleluia! Acho que dessa vez estamos realmente indo para casa... Nem curti muito a paisagem durante o trajeto. Estava muito frio. A Penny e o Sheldon também estavam mais calmos – acho que era o cansaço batendo forte na família inteira.
Chegamos a um edifício alto, bonito. Uma pequena viagem de elevador e... papai abriu a porta do nosso novo lar! Que legal, o lugar é familiar, tem paredes, janelas, portas... Como é bom chegar em casa e ganhar a tão sonhada liberdade!... Me espreguicei como nunca; tinha que esticar cada um dos meus músculos, né.
Logo a mamãe preparou a nossa comida, nossa água e arrumou as nossas caminhas. Eu queria muito correr pela casa, mas meu corpinho pedia um bom descanso. Meia hora depois, lá estávamos nós, os três anjinhos de pelo amarelo, dormindo o sono dos justos.
Só que eu não devia ter dormido tanto, à tarde... Lá pelas duas da manhã, acordei a mil e comecei a desvendar os segredos do novo lar. Brinquei com a persiana; corri de um lado para o outro, rolei, pulei, entrei em caixas, fiz um montão de bagunça e... de barulho. A mamãe não gostou muito, não. Tomei uma bronca e tive que me controlar e ficar em silêncio até o sol nascer. Foi maus!
Rapidamente eu, a Penny e o Sheldon nos adaptamos à nova casa. Ela é quentinha e tem espaço pra gente brincar. As janelas são grandes e dá pra tomar sol no parapeito enquanto observamos a paisagem lá fora... Esse tal de Toronto é legal.
O papai sai pra trabalhar todos os dias, mas sempre tem um tempão pra brincar com a gente – especialmente comigo – hehehe... Ele até deixa eu dar umas voltas na sala com o seu skate... ou melhor, é o meu skate que às vezes eu empresto pra ele... Também gosto quando a mamãe tira fotos da gente. A Penny, como é dengosa, até faz pose na hora dos clics. O Sheldon não liga muito. E eu adoro! Às vezes faço charme, em outras me mostro mais sério, mas meu olhar maroto de moleque aprontão está em todas – hehehe. Acho que é por isso que e eu tenho muitas fãs. Todas as vezes que uma foto minha aparece no Facebook da mamãe ganho um monte de likes, coraçõezinhos e elogios rasgados. Obrigado meninas! Eu sou adulto, mas a minha alma é eternamente de criança; aliás para quem não sabe, eu nasci no Dia das Crianças.
A vida segue tranquila e feliz por aqui; aproveito todos os momentos porque eles são preciosos, especialmente os que passo com as pessoas que amo... Confesso que sou até meio ‘grudento’... tanto que ganhei o apelido de ‘chicletinho’... Eu gosto. E, quando subo no parapeito da janela para tomar sol, olho a paisagem ao redor e então constato: tenho Toronto a meus pés!
Quer saber, eu sou um gato feliz e de sorte! De muita sorte!
Eu estava mais tranquilo porque não existe lugar melhor no mundo do que o colinho da mamãe. É tão quentinho e aconchegante. Mas, aí eu tive que voltar para a minha caixinha porque o tal do avião ia começar a andar.
Senti a movimentação e um som forte, muito alto, e, de repente... me acuda!!! Que sensação esquisita. Parece que saí do chão... meu estômago veio até a boca e voltou, e meu coraçãozinho disparou. O que acontece?... Finquei minhas patas na caixa de transporte e petrifiquei... não conseguia me mexer de tanto medo que eu estava sentindo. Minha vontade era poder gritar: - Para que eu quero descer!!! Mas, de repente, tudo voltou ao normal. Uau!.. Eu estava cansado... foram muitas emoções para um gato só... e, apesar de meio apertado na minha caixinha, consegui dormir um pouco.
A viagem, para mim, até que foi tranquila. Às vezes a mamãe ou o papai me tiravam da caixa e me pegavam no colo. Mas, apesar do meu espírito aventureiro, aquilo tudo era tão diferente que eu nem sentia vontade de explorar o lugar. A Penny, coitadinha da minha irmãzinha, sofreu um pouquinho. Teve enjoo, vomitou, não quis comer... Só sossegava quando ganhava um colinho também. Ruim mesmo foi pro Sheldon. Ele estava aterrorizado; eu tentei acalma-lo, mas não teve jeito. Ele chorou como um bezerro desmamado quase que o tempo todo; não cansava de miar. Eu até entendo, ele é jovem ainda e não tem a minha experiência de vida para conseguir superar essas situações novas e difíceis.
Finalmente, depois de mais de 10 horas de confinamento forçado, saímos daquele tal avião e eu puder ver um solo firme outra vez. Ufa!
De novo, gente enfileirada, o ônibus, outro salão imenso e muito movimento. Àquela altura eu nem queria mais saber o que acontecia à nossa volta. Só queria poder, finalmente, sair definitivamente da minha caixinha. Vai demorar muito pra isso acontecer? Estou impaciente e cansado, muito cansado. Depois de mais algumas filas, gente passando empurrando e puxando malas, balcões, documentos, saímos e eu pude ver um lugar familiar: uma rua!
Entramos em um carro e, de novo, nossas caixinhas foram acomodadas na parte de trás, junto com a bagagem. Aleluia! Acho que dessa vez estamos realmente indo para casa... Nem curti muito a paisagem durante o trajeto. Estava muito frio. A Penny e o Sheldon também estavam mais calmos – acho que era o cansaço batendo forte na família inteira.
Chegamos a um edifício alto, bonito. Uma pequena viagem de elevador e... papai abriu a porta do nosso novo lar! Que legal, o lugar é familiar, tem paredes, janelas, portas... Como é bom chegar em casa e ganhar a tão sonhada liberdade!... Me espreguicei como nunca; tinha que esticar cada um dos meus músculos, né.
Logo a mamãe preparou a nossa comida, nossa água e arrumou as nossas caminhas. Eu queria muito correr pela casa, mas meu corpinho pedia um bom descanso. Meia hora depois, lá estávamos nós, os três anjinhos de pelo amarelo, dormindo o sono dos justos.
Só que eu não devia ter dormido tanto, à tarde... Lá pelas duas da manhã, acordei a mil e comecei a desvendar os segredos do novo lar. Brinquei com a persiana; corri de um lado para o outro, rolei, pulei, entrei em caixas, fiz um montão de bagunça e... de barulho. A mamãe não gostou muito, não. Tomei uma bronca e tive que me controlar e ficar em silêncio até o sol nascer. Foi maus!
Rapidamente eu, a Penny e o Sheldon nos adaptamos à nova casa. Ela é quentinha e tem espaço pra gente brincar. As janelas são grandes e dá pra tomar sol no parapeito enquanto observamos a paisagem lá fora... Esse tal de Toronto é legal.
O papai sai pra trabalhar todos os dias, mas sempre tem um tempão pra brincar com a gente – especialmente comigo – hehehe... Ele até deixa eu dar umas voltas na sala com o seu skate... ou melhor, é o meu skate que às vezes eu empresto pra ele... Também gosto quando a mamãe tira fotos da gente. A Penny, como é dengosa, até faz pose na hora dos clics. O Sheldon não liga muito. E eu adoro! Às vezes faço charme, em outras me mostro mais sério, mas meu olhar maroto de moleque aprontão está em todas – hehehe. Acho que é por isso que e eu tenho muitas fãs. Todas as vezes que uma foto minha aparece no Facebook da mamãe ganho um monte de likes, coraçõezinhos e elogios rasgados. Obrigado meninas! Eu sou adulto, mas a minha alma é eternamente de criança; aliás para quem não sabe, eu nasci no Dia das Crianças.
A vida segue tranquila e feliz por aqui; aproveito todos os momentos porque eles são preciosos, especialmente os que passo com as pessoas que amo... Confesso que sou até meio ‘grudento’... tanto que ganhei o apelido de ‘chicletinho’... Eu gosto. E, quando subo no parapeito da janela para tomar sol, olho a paisagem ao redor e então constato: tenho Toronto a meus pés!
Quer saber, eu sou um gato feliz e de sorte! De muita sorte!
Comentários
Postar um comentário