Minha vida de aventuras
Cap. 7 – Um é pouco, dois é bom, mas três...
Certo dia, ao ouvir a chave na porta da frente, comecei a preparar meu pulmãozinho para mais uma seção interminável de miados quando percebi que havia alguma coisa se mexendo no colo da mamãe. Fiquei observando, sem me aproximar, meio desconfiado. Foi quando ela disse: ‘- Olha Léo, vem conhecer a Penny, a sua nova amiguinha; ela vai morar com a gente!’... e colocou aquela gatinha, amarela como eu, no chão.
Num primeiro momento eu pensei: ‘tinha que ser uma menina, e tão pequena ainda? Não dá pra brincar de luta com uma menininha’. Mas foi só um primeiro pensamento; logo me aproximei e me apaixonei pela minha irmãzinha menor. Ela era uma bolinha de pelos dourados; linda e dengosa. E eu ia cuidar dela, pra sempre.
Com a chegada da Penny, nunca mais reclamei da vida, nem de solidão. Aprendemos, os dois, a respeitar o espaço do outro, brincávamos de montão, quando estávamos com vontade; tomávamos sol juntos, dividindo o mesmo parapeito da janela, e conversávamos muito. Contei a ela todas as minhas aventuras e experiências; as boas e as ruins. E, como irmão mais velho, eu aconselhava: jamais aceite qualquer guloseima – por mais apetitosa que seja – de um humano estranho. Segundo ouvi dos meus velhos amigos do beco, muito gatos morrem ao comer carne recheada com veneno de rato; e são os humanos do mal que fazem isso. Eles também me contaram histórias de gatinhos e gatinhas roubados dos donos; então eu dizia: - Penny, nunca entre no carro de alguém que você não conhece!
E assim passávamos nossos dias. Ela crescendo e ficando cada vez mais linda, e dengosamente charmosa – assumo: sou um irmão muito coruja; e eu ‘cuidando e aconselhando’, como tem que ser. Quando a mamãe e o papai chegavam do trabalho, a festa era total; muito carinho, muito ronronar, muitas brincadeiras... Foram semanas, meses nessa nossa rotina saudável. Até a chegada do Sheldon.
Lembro que, certo dia, a mamãe abriu a porta e vi que ela trazia um outro gato amarelo em seus braços... e antes que reagíssemos ela foi logo avisando que a partir dali seríamos três felinos dividindo o mesmo espaço...
Fiquei meio sem ação, sem saber se gostava ou não daquela notícia... e foi aí que lembrei de um velho ditado que ouvi dos humanos: um é pouco, dois é bom, mas três... é demais!... Não que eu seja egoísta, mas não conseguia entender por que mais um... Mas, como respeito a mamãe e seu que ela sempre sabe o que faz, fiquei na minha tentando entender. A reação da Penny foi diferente: ela ficou meio arisca; acho que é porque ela ainda é muito jovem... Foi então que a mamãe disse que o Sheldon, o gato novo do pedaço, havia sido abandonado... e ela decidiu adotá-lo...
Imediatamente, meu coração se encheu de compaixão... Não conseguia imaginar a sensação de ser abandonado. Deve ser horrível; de repente alguém que você conhece, te descarta como lixo, num lugar qualquer e desconhecido... aí você se vê sozinho no mundo, totalmente desamparado e sem saber o que fazer para sobreviver... você não tem mais uma casa, não tem mais onde dormir, não tem mais carinho, não tem mais amor!... Lembrei dos meus amigos do beco, de novo... Eles também foram largados à própria sorte e sobreviveram nesse mundo maldoso, meio que na marra... E eu sabia bem o que eles tinham que passar, todos os dias... Não, nenhum animal do mundo merece um destino assim... Seja bem-vindo Sheldon! Aqui você terá todo o amor que merece.
E assim formamos o trio de gatos amarelos mais legal do mundo! Eu, Léo, o mais velho, a nossa princesa Penny e, agora, o Sheldon! Já sei... você lembrou daquele seriado de nerds, né?
E aguardem porque nós três estamos prestes a viver a maior aventura de nossas vidas.
continua...
Certo dia, ao ouvir a chave na porta da frente, comecei a preparar meu pulmãozinho para mais uma seção interminável de miados quando percebi que havia alguma coisa se mexendo no colo da mamãe. Fiquei observando, sem me aproximar, meio desconfiado. Foi quando ela disse: ‘- Olha Léo, vem conhecer a Penny, a sua nova amiguinha; ela vai morar com a gente!’... e colocou aquela gatinha, amarela como eu, no chão.
Num primeiro momento eu pensei: ‘tinha que ser uma menina, e tão pequena ainda? Não dá pra brincar de luta com uma menininha’. Mas foi só um primeiro pensamento; logo me aproximei e me apaixonei pela minha irmãzinha menor. Ela era uma bolinha de pelos dourados; linda e dengosa. E eu ia cuidar dela, pra sempre.
Com a chegada da Penny, nunca mais reclamei da vida, nem de solidão. Aprendemos, os dois, a respeitar o espaço do outro, brincávamos de montão, quando estávamos com vontade; tomávamos sol juntos, dividindo o mesmo parapeito da janela, e conversávamos muito. Contei a ela todas as minhas aventuras e experiências; as boas e as ruins. E, como irmão mais velho, eu aconselhava: jamais aceite qualquer guloseima – por mais apetitosa que seja – de um humano estranho. Segundo ouvi dos meus velhos amigos do beco, muito gatos morrem ao comer carne recheada com veneno de rato; e são os humanos do mal que fazem isso. Eles também me contaram histórias de gatinhos e gatinhas roubados dos donos; então eu dizia: - Penny, nunca entre no carro de alguém que você não conhece!
E assim passávamos nossos dias. Ela crescendo e ficando cada vez mais linda, e dengosamente charmosa – assumo: sou um irmão muito coruja; e eu ‘cuidando e aconselhando’, como tem que ser. Quando a mamãe e o papai chegavam do trabalho, a festa era total; muito carinho, muito ronronar, muitas brincadeiras... Foram semanas, meses nessa nossa rotina saudável. Até a chegada do Sheldon.
Lembro que, certo dia, a mamãe abriu a porta e vi que ela trazia um outro gato amarelo em seus braços... e antes que reagíssemos ela foi logo avisando que a partir dali seríamos três felinos dividindo o mesmo espaço...
Fiquei meio sem ação, sem saber se gostava ou não daquela notícia... e foi aí que lembrei de um velho ditado que ouvi dos humanos: um é pouco, dois é bom, mas três... é demais!... Não que eu seja egoísta, mas não conseguia entender por que mais um... Mas, como respeito a mamãe e seu que ela sempre sabe o que faz, fiquei na minha tentando entender. A reação da Penny foi diferente: ela ficou meio arisca; acho que é porque ela ainda é muito jovem... Foi então que a mamãe disse que o Sheldon, o gato novo do pedaço, havia sido abandonado... e ela decidiu adotá-lo...
Imediatamente, meu coração se encheu de compaixão... Não conseguia imaginar a sensação de ser abandonado. Deve ser horrível; de repente alguém que você conhece, te descarta como lixo, num lugar qualquer e desconhecido... aí você se vê sozinho no mundo, totalmente desamparado e sem saber o que fazer para sobreviver... você não tem mais uma casa, não tem mais onde dormir, não tem mais carinho, não tem mais amor!... Lembrei dos meus amigos do beco, de novo... Eles também foram largados à própria sorte e sobreviveram nesse mundo maldoso, meio que na marra... E eu sabia bem o que eles tinham que passar, todos os dias... Não, nenhum animal do mundo merece um destino assim... Seja bem-vindo Sheldon! Aqui você terá todo o amor que merece.
E assim formamos o trio de gatos amarelos mais legal do mundo! Eu, Léo, o mais velho, a nossa princesa Penny e, agora, o Sheldon! Já sei... você lembrou daquele seriado de nerds, né?
E aguardem porque nós três estamos prestes a viver a maior aventura de nossas vidas.
continua...
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